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Aniversário de Brasília capital do Brasil - 21 de abril

Capital da República Federativa do Brasil, Brasília é a sede de governo do Distrito Federal, sendo a quarta cidade brasileira mais populosa. No censo demográfico realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 2 562 963 de habitantes. Brasília também possui o segundo maior PIB per capita do Brasil (40 696,00 reais) entre as capitais, superada apenas por Vitória (60 592,00 reais). Junto com Anápolis (139 km) e Goiânia (209 km), faz do eixo Goiânia-Anápolis-Brasília a região mais desenvolvida do Centro-Oeste brasileiro.


Inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, Brasília é a terceira capital do Brasil, após Salvador e Rio de Janeiro. A transferência dos principais órgãos da administração federal para a nova capital foi progressiva, com a mudança das sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário federais.

O plano urbanístico da capital, conhecido como "Plano Piloto", foi elaborado pelo urbanista Lúcio Costa, que, aproveitando o relevo da região, o adequou ao projeto do lago Paranoá, concebido em 1893 pela Missão Cruls. O lago armazena 600 milhões de metros cúbicos de água. Muitas das construções da Capital Federal foram projetadas pelo renomado arquiteto Oscar Niemeyer.

Gentílico

Brasiliense é o nome que se dá a quem nasceu em Brasília. Candango, que é às vezes utilizado para designar os brasilienses, foi originalmente usada para se referir aos trabalhadores que, em sua maioria proveniente do Nordeste, migravam à futura capital para sua construção. Uma das vertentes diz que o termo "candango" era usado pelos africanos para designar os portugueses.

História de Brasília

Em 1761 o Marquês de Pombal, então primeiro-ministro de Portugal, propunha mudar a capital do império português para o interior do Brasil Colônia. O jornalista Hipólito José da Costa, fundador do Correio Braziliense, primeiro jornal brasileiro, editado em Londres, redigiu em 1813 artigos em defesa da interiorização da capital do país, para uma área "próxima às vertentes dos caudalosos rios que se dirigem para o norte, sul e nordeste". José Bonifácio, o Patriarca da Independência, foi a primeira pessoa a se referir à futura capital do Brasil, em 1823, como "Brasília".

Desde a primeira constituição republicana, de 1891, havia um dispositivo que previa a mudança da Capital Federal do Rio de Janeiro para o interior do país, determinando como "pertencente à União, no Planalto Central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada, para nela estabelecer-se a futura Capital Federal". Fato interessante dessa época foi o sonho "premonitório" tido pelo padre italiano São João Bosco, no qual disse ter visto uma terra de riquezas e prosperidade situada próxima a um lago e entre os paralelos 15 e 20 do Hemisfério Sul. Acredita-se que o sonho do padre seria a futura capital brasileira, pelo qual o padre, posteriormente canonizado, se tornou o padroeiro de Brasília.

No ano de 1891 foi nomeada a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, liderada pelo astrônomo Luís Cruls e integrada por médicos, geólogos e botânicos, que fizeram um levantamento sobre topografia, o clima, a geologia, a flora, a fauna e os recursos materiais da região do Planalto Central. A área ficou conhecida como Quadrilátero Cruls e foi apresentada em 1894 ao Governo Republicano. A comissão designava Brasília com o nome de "Vera Cruz".

Brasília em construção

Em 1922, no ano do Centenário da Independência do Brasil, o Deputado Americano do Brasil apresentou um projeto à Câmara incluindo entre as comemorações a serem celebradas o lançamento da Pedra Fundamental da futura Capital, no Planalto Central.O então Presidente da República, Epitácio Pessoa, baixou o decreto nº 4.494 de 18 de janeiro de 1922, determinando o assentamento da Pedra Fundamental e designou para a realização desta missão, o engenheiro Balduino Ernesto de Almeida, Diretor da estrada de ferro de Goiás, com sede em Araguari, Minas Gerais. No dia 7 de setembro de 1922, com uma caravana composta de 40 pessoas, foi assentada a Pedra Fundamental no Morro do Centenário, na Serra da Independência, situada a nove quilômetros da cidade de Planaltina.

Em 1954 o Marechal José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque foi convidado pelo presidente Café Filho para ocupar a presidência da Comissão de Localização da Nova Capital Federal, encarregada de examinar as condições gerais de instalação da cidade a ser construída. Em seguida, Café Filho homologou a escolha do sítio da nova capital e delimitou a área do futuro Distrito Federal, determinando que a comissão encaminhasse o estudo de todos. A Comissão de Planejamento e Localização da nova Capital, sob a Presidência de José Pessôa, foi a responsável pela exata escolha do local onde hoje se ergue Brasília.

A idealização do plano-piloto também foi obra da mesma comissão que, em robusto relatório, redigido pelo Marechal José Pessôa, de título "Nova Metrópole do Brasil" e entregue ao Presidente Café Filho, detalhou os pormenores do arrojado planejamento que se realizou.

O Marechal José Pessôa não imaginou o nome da capital como Brasília, mas sim Vera Cruz, caracterizando o sentimento de um povo que nasceu sob o signo da Cruz de Cristo e estabelecendo ligação com o primeiro nome dado pelos descobridores portugueses. O plano elaborado respeitava uma determinada interpretação da História e não descaracterizava as tradições brasileiras. Grandes avenidas chamar-se-iam "Independência", "Bandeirantes" etc., diferentes, portanto, das atuais siglas alfa-numéricas de Brasília, como W-3, SQS, SCS, SMU e outros.

Por discordâncias com o Presidente Juscelino Kubitschek, o Marechal José Pessoa abandonou a presidência da Comissão, tendo sido sucedido pelo Coronel do Exército Ernesto Silva, que era o Secretário da Comissão. Ernesto Silva, que também era médico, foi nomeado na sequência presidente da Comissão de Planejamento da Construção e da Mudança da Capital Federal (1956) e Diretor da Companhia Urbanizadora da Nova Capital - NOVACAP (1956/1961), tendo assinado o Edital do Concurso do Plano Piloto, em 1956, publicado no Diário Oficial da União no dia 30 de setembro de 1956.

Apenas no ano de 1955, durante um comício na cidade goiana de Jataí, o então candidato à presidência, Juscelino Kubitschek, foi questionado por um eleitor se respeitaria a Constituição, interiorizando a Capital Federal, ao que JK afirmou que iria transferir a capital... Eleito presidente, Juscelino estabeleceu a construção de Brasília como "meta síntese" de seu "Plano de Metas".


O traçado de ruas de Brasília obedece ao plano piloto implantado pela empresa Novacap a partir de um anteprojeto do arquiteto Lucio Costa, escolhido através de concurso público nacional. O arquiteto Oscar Niemeyer projetou os principais prédios públicos da cidade. Para fazer a transferência simbólica da capital do Rio para Brasília, Juscelino fechou solenemente os portões do Palácio do Catete, então transformado em Museu da República, às 9 da manhã do dia 21 de abril de 1960, ao que a multidão reagiu com aplausos. A cidade de Brasília foi fundada no mesmo dia e mês em que se lembra a execução de Joaquim José da Silva Xavier, líder da Inconfidência Mineira, e a fundação de Roma.

O princípio básico das estratégias políticas de Juscelino Kubitschek, segundo o próprio, era apropriado do moralista francês Joubert, para quem "não devemos cortar o nó que podemos desatar". Com base nessa máxima, Kubitschek viabilizou a construção de Brasília, oferecendo várias benesses à oposição, criando fatos consumados e queimando etapas. Apesar de a cidade ter sido construída em tempo recorde, a transferência efetiva da infraestrutura governamental só ocorreu durante os governos militares, já na década de 1970. Todavia, ainda no início do Século XXI, muitos órgãos do governo federal brasileiro continuam sediados na cidade do Rio de Janeiro.

Um fato que mostra o impacto provocado pelo modernismo da cidade recém-construída foi a frase dita pelo cosmonauta Yuri Gagarin, primeiro homem a viajar para o espaço, que, ao visitar Brasília em 1961, disse: "Tenho a impressão de que estou desembarcando num planeta diferente, não na Terra".

Alguns dos fatores que mais influenciaram a transferência da capital foram a segurança nacional, pois acreditava-se que com a capital no litoral ela estava vulnerável a ataques estrangeiros (argumento militar-estratégico que teve como precursor Hipólito José da Costa), e uma interiorização do povoamento e do desenvolvimento e integração nacional, já que devido a fatores econômicos e históricos a população brasileira concentrou-se na faixa litorânea, ficando o interior do país pouco povoado. Assim, a transferência da capital para o interior forçaria o deslocamento de um contingente populacional e a abertura de rodovias, ligando a capital às diversas regiões do país, o que levaria a uma maior integração econômica.

Planejada para ter uma população de 600 mil habitantes no ano 2000, a população do Distrito Federal já atingia os 2,6 milhões de habitantes em 2009. Brasília, considerando-se todo o Distrito Federal, atualmente é a quarta capital mais populosa do Brasil.

Geografia de Brasília

Brasília se localiza a 15°50’16" sul, 47°42’48" oeste a uma altitude de 1 000 a 1 200 metros acima do nível do mar no chamado Planalto Central, cujo relevo é na maior parte plano, apresentando algumas leves ondulações. A flora corresponde à predominantemente típica do domínio do cerrado. Em alguns lugares da cidade é possível observarem-se espécies de gimnospermas, como os pinheiros e também diversos tipos de árvores provenientes de outros biomas brasileiros. As espécies não nativas da região têm sido retiradas pela empresa pública arborizadora da cidade (a Novacap) e substituídas por espécies nativas como ipês.


O Clima de Brasília

O clima é tropical de altitude, com um verão úmido e chuvoso e um inverno seco e relativamente frio. A temperatura média anual é de cerca de 21 °C, [23] podendo chegar aos 29,7 °C de média das máximas em setembro, e aos 12,5 °C de média das mínimas nas madrugadas de inverno em julho. A temperatura, porém, varia de forma significativa nas áreas menos urbanizadas, onde a média das mínimas de inverno cai para cerca de 10 °C a 5 °C. A umidade relativa do ar é de aproximadamente 70%, podendo chegar aos 20% ou menos durante o inverno.

Vegetação

O Distrito Federal é uma região que possui uma grande variedade de vegetação, reunindo 150 espécies. A maioria é nativa, típica do cerrado, e de porte médio, com altura de 15m a 25m.[27] Muitas são tombadas pelo Patrimônio Ecológico do Distrito Federal, para garantir sua preservação..[27] Algumas das principais espécies são as seguintes: pindaíba, paineira, ipê-roxo, ipê-amarelo, pau-brasil e buriti.

A preservação da vegetação no Distrito Federal é um tema recorrente, principalmente pela preocupação em conservar a flora original. O desmatamento provocado pela expansão da agricultura é um dos problemas enfrentados no Distrito Federal, sendo que, segundo a Unesco, desde sua criação, nos anos 1950, 57% da vegetação original não existe mais.[29] Para colaborar com a preservação, são realizados programas de conscientização e de reformas estruturais para diminuir a degradação da vegetação e também da fauna e rios da região.

Hidrografia

Os rios do Distrito Federal estão bem supridos pelos lençóis freáticos, razão pela qual não secam no período de estiagem. A fim de aumentar a quantidade de água disponível para a região, foi realizado o represamento de um dos rios da região, o rio Paranoá, para a construção de um lago artificial, o Lago Paranoá, que tem 40 quilômetros quadrados de extensão, profundidade máxima de 48 metros e cerca de 80 quilômetros de perímetro. O lago possui uma grande marina e é frequentado por praticantes de wakeboard, windsurf e pesca profissional.

Os rios

1 - Rio Descoberto
É um rio que nasce dos córregos do Barracão e Capão da Onça, na região administrativa de Brazilândia, Distrito Federal. Divide o Distrito Federal do estado de Goiás pelo lado oeste.
O rio é represado formando o lago Descoberto, que é responsável por aproximadamente 60% da água utilizada para abastecimento do Distrito Federal.

2 - Rio Maranhão
O rio Maranhão é um rio brasileiro e banha o Distrito Federal, Goiás e Tocantins.

3 - Rio Paranoá
É um rio brasileiro que banha o Distrito Federal, em cujo leito foi construída uma barragem, dando origem ao Lago Paranoá.

4 - Rio Preto
Rio brasileiro que banha o Distrito Federal e Goiás. Ele tem sua nascente no município de Formosa (GO), constituindo a divisa leste entre o Distrito Federal e o Estado de Goiás, sendo um dos principais tributários do rio Paracatu, no estado de Minas Gerais, sendo este último, um importante afluente do médio curso do rio São Francisco.

5 - Rio São Bartolomeu
É um rio brasileiro que banha o Distrito Federal, formado a partir da confluência dos Rios Pipiripau e Mestre D'Armas, ambos tributários de águas da Estação Ecológica de Águas Emendadas. É o maior rio do Distrito Federal, com 55 km de extensão e corta o DF, no sentido norte-sul. Estudos da UnB mostram que até o final da década de 1980, o São Bartolomeu era a reserva de água potável para abastecer a população do Distrito Federal, porém atualmente encontra-se muito poluído.

6 - Rio Sobradinho
O rio Sobradinho banha o Distrito Federal e deságua no rio São Bartolomeu, que faz parte da bacia hidrográfica do rio Paraná, um importante rio brasileiro.

Demografia

Durante a primeira década, o ritmo de crescimento populacional foi de 14,4% ao ano, com um aumento populacional de 285%. Na década de 1970 o crescimento médio anual foi de 8,1%, com um incremento total de 115,52%. A população total de Brasília, que não deveria ultrapassar 500 mil habitantes em 2000, atingiu esta cota no início da década de 1970, e entre 1980 e 1991 a população expandiu em mais 36,06%. O Plano Piloto, que na inauguração concentrava 48% da população do Distrito Federal, gradativamente perdeu importância relativa, chegando a 13,26% em 1991, passando o predomínio para as cidades-satélite. Em 2000 o IBGE indicou 2.051.146 habitantes.

O Índice de Desenvolvimento Humano na cidade está a 0,874 e a taxa de analfabetismo é de cerca de 4,35%. Brasília também caracteriza-se pela sua desigualdade social, sendo a 16ª cidade mais desigual do mundo e a 4ª mais desigual do Brasil, segundo um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas.

A população de Brasília é formada por migrantes de todas as regiões brasileiras, sobretudo do Sudeste e do Nordeste, além de estrangeiros, que vão trabalhar nas embaixadas espalhadas pela capital federal. Brasília hospeda 119 embaixadas estrangeiras. Dados de 2003 apontavam que mais da metade da população de Brasília não nasceu em Brasília, sendo 1 milhão de brasilienses contra 1,2 milhão vindos de outros locais.

Originalmente, Brasília seria o que hoje se denomina Região Administrativa de Brasília (cuja sigla é RA I), composta em sua parte urbana pelo chamado Plano Piloto. Com cerca de 277.000 habitantes (só o plano piloto, composto pelos bairros Asa Sul e Asa Norte), e uma área de 472,12 quilômetros quadrados, é a 2ª maior RA do Distrito Federal em termos de população, atrás de Ceilândia (com 332.455 habitantes), mas Taguatinga, também é populosa, (com 223.452 habitantes)

AnoPopulaçãoAnoPopulação
1960140 16519961 821 946
1970537 49220002 051 146
19801 176 93520072 455 903
19911 601 09420102 562 963

Região Metropolitana

Conhecida como RIDE, a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno compreende o Distrito Federal mais os municípios goianos de Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental, Luziânia, Cristalina, Santo Antônio do Descoberto, Águas Lindas, Alexânia, Abadiânia, Pirenópolis, Corumbá, Cocalzinho, Padre Bernardo, Água Fria, Planaltina de Goiás, Vila Boa, Formosa e Cabeceiras, e os municípios mineiros de Unaí e Buritis. Conta com 3 506 967 habitantes (IBGE/2007).

Segundo a geógrafa Nelba Azevedo Penna do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília, "em consequência dos processos de ordenamento de seu território, ocorreu uma intensa expansão da urbanização para a periferia limítrofe ao Distrito Federal, que deu origem a formação da região metropolitana de Brasília (atualmente institucionalizada como Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno - RIDE)".

Criminalidade

Os índices de criminalidade são altos principalmente no Entorno de Brasília, já no estado de Goiás, região pouco apoiada tanto pelo governo do estado de Goiás como pelo governo do Distrito Federal. Segundo sociólogos, a criminalidade em Brasília, principalmente nas cidades-satélites, é uma herança do crescimento desordenado, ainda que assentado em núcleos urbanos planejados. Os níveis de criminalidade em Brasília estão entre os maiores do Brasil, chegando ao ponto de haver uma média de até dois assassinatos diários. Existem diversas propostas para tentar diminuir a criminalidade na capital, entre eles um maior policiamento, o que tem levado a uma retração da violência.

Política

Brasília não tem prefeito ou vereadores, pois o artigo 32 da Constituição Federal de 1988 proíbe expressamente que o Distrito Federal seja dividido em municípios, sendo considerado uno. Seu último prefeito foi Wadjô da Costa Gomide (1969), quando o cargo foi transformado em Governador. O DF tem status diferente dos municípios e dos estados, possuindo características legais e estruturais híbridas, além de ser custeado em parte pelo Governo Federal.

No Brasil, o conceito de "cidade" é comumente confundido com a sede de um "município". A partir do Estado Novo, pelo decreto-lei nº 311, todas as sedes dos municípios passaram a ser cidades, sendo que, até então, as menores sedes de municípios eram denominadas "vilas". Porém o Distrito Federal é uma clássica exceção a esta concepção: há diversos núcleos urbanos, sendo o principal deles a região administrativa de Brasília, que por sua vez também se confunde com a ideia do Plano Piloto. Quanto aos outros núcleos, há muita discussão sobre se estes seriam cidades distintas, ou se seriam na verdade bairros distantes da capital do país. A constituição do Brasil veda a divisão do Distrito Federal em municípios.

Segundo o geógrafo Aldo Paviani, Brasília é constituída por toda a área urbana do Distrito Federal e não apenas a parte tombada pela UNESCO ou a região administrativa central, pois a cidade é polinucleada, constituída por várias regiões administrativas, (RAs) de modo que as regiões periféricas estão articuladas às centrais, especialmente na questão do emprego e não podem ser entendidas como cidades autônomas.

No entanto, quanto a este argumento, por todo o Brasil há regiões metropolitanas, onde cidades periféricas acabam articuladas em relação às cidades principais, sem que deixem por isso de ser consideradas cidades. Além disso, outros núcleos urbanos do Distrito Federal, hoje chamados regiões administrativas, sempre foram conhecidos por cidades-satélites. Alguns, atualmente, entendem como Brasília apenas a região administrativa de Brasília (formada por parte do Plano Piloto e pelo Parque Nacional de Brasília), e não todo o Distrito Federal. Convém lembrar também que alguns destes núcleos, como Planaltina e Brazlândia, por exemplo, são mais antigos do que a própria Brasília. Planaltina, inclusive, já chegou a ser município de Goiás, antes de ser incorporado ao Distrito Federal.

Por outro lado, a lei de organização do Distrito Federal é uma lei orgânica, típica de municípios e não uma constituição, como ocorre nos estados da federação brasileira. Ademais, as regiões administrativas do DF não dispõem de autonomia político-administrativa, sendo seus administradores indicados pelo único eleito governador. Também vale esclarecer que órgãos oficiais de pesquisa, como o IBGE, o Dieese e o IPEA, não distinguem Brasília do Distrito Federal para efeitos de contagem e estatística pois seus dados são sempre elaborados levando-se em conta o município. Como o DF não possui municípios, é considerado como um único ente.

Economia

Além de ser centro político, Brasília é um importante centro econômico. A cidade é a 3ª mais rica do Brasil, exibindo um Produto Interno Bruto (PIB) de 99,5 bilhões de reais, o que representa 3,76 % de todo o PIB brasileiro.

A principal atividade econômica da capital federal resulta de sua função administrativa. Por isso seu planejamento industrial é estudado com muito cuidado pelo Governo do Distrito Federal. Por ser uma cidade tombada pela Unesco, o governo de Brasília tem optado em incentivar o desenvolvimento de indústrias não poluentes como a de softwares, do cinema, vídeo, gemologia, entre outras, com ênfase na preservação ambiental e na manutenção do equilíbrio ecológico, preservando o patrimônio da cidade.

A economia de Brasília sempre teve como principais bases a construção civil e o varejo. Foi construída em terreno totalmente livre, portanto ainda existem muitos espaços nos quais se pode construir novos edifícios. À medida que a cidade recebe novos moradores, a demanda pelo setor terciário aumenta, motivo pelo qual Brasília tem uma grande quantidade de lojas, com destaque para o Shopping Conjunto Nacional, localizado no centro da capital.

A agricultura e a avicultura ocupam lugar de destaque na economia brasiliense. Um cinturão verde na Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno abastece a cidade e já exporta alimentos para outros locais.

Brasília está hoje entre as áreas urbanas de maior índice de renda "per capita" do Brasil.

Turismo

Classificada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, Brasília recebe um milhão de visitantes por ano e entre suas atrações mais visitadas estão o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República, o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo brasileiro, a Praça dos Três Poderes, a Catedral, o Catetinho, a Torre de TV, o Memorial JK, o Panteão da Pátria, o Teatro Nacional Cláudio Santoro, o Santuário Dom Bosco e o Museu Vivo da Memória Candanga. Outra bela obra arquitetônica é a recém-construída ponte Juscelino Kubitschek, premiada internacionalmente, pela beleza de sua arquitetura, já no seu ano de inauguração.

O turismo cívico é valorizado por estarem localizados na capital os órgãos governamentais da administração direta e os representantes dos três poderes republicanos.

Brasília ainda é conhecida por suas comunidades espiritualistas (como o Vale do Amanhecer, em Planaltina (DF), a Cidade Eclética e a Cidade da Paz) localizadas nos seus arredores e também por modernistas templos religiosos, como o Templo da Boa Vontade da LBV. Brasília também oferece ecoturismo por estar localizada a 1 000 metros acima do nível do mar, no imenso platô do Planalto Central, de onde nascem quase todas as grandes bacias hidrográficas brasileiras. A cidade ainda conta com várias áreas verdes, como o Parque da Cidade Sarah Kubitschek, o Parque Nacional de Brasília, mais conhecido como Água Mineral e o Jardim Botânico.

O turismo histórico na capital federal não se restringe ao período posterior à fundação, mas também resgata locais e fatos anteriores a 1960, como a Estrada Geral do Sertão, com mais de 3 000 quilômetros, aberta em 1736 para ligar a cidade de Salvador a Vila Bela, antiga capital do Mato Grosso.

Estrutura Urbana de Brasilia

Saúde
A Região Administrativa de Brasília possui diversos hospitais públicos, como o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), o Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), pertencentes ao Governo do Distrito Federal, além do Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília (UnB). Algumas das demais RAs também possuem hospitais públicos da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, em um total de 12. O sistema de saúde pública da capital recebe diferentes reclamações e críticas (como é comum no Brasil), principalmente por casos de mau atendimento, desigualdade entre negros e brancos e ineficiência. Por outro lado, Brasília tem um dos maiores projetos de informatização do sistema de saúde no Brasil, algo que colabora com a melhoria da assistência realizada aos pacientes.

Hospital de base - Distrito Federal

Quanto a doenças comuns, o Distrito Federal teve 3.147 ocorrências de dengue de janeiro a agosto de 2008, quase duas vezes mais do que o registrado no mesmo período de 2007. Brasília tem uma das maiores taxas de ocorrência de câncer do Brasil. Em 2005, o Distrito Federal foi o recordista nacional de mortes de mulheres por câncer de mama, e os novos casos não diminuiram no ano seguinte. Também são numerosos os casos de câncer de pulmão, devido aos altos índices de tabagismo.

Educação
No período de construção da capital, a educação de Brasília, tinha como propósito se diferenciar da educação no restante do Brasil. Sob os pressupostos do movimento Escola Nova, comandado pelo educador Anísio Teixeira e seguido, em especial, pelo antropólogo Darcy Ribeiro, o qual priorizava o desenvolvimento do intelecto em detrimento da memorização, as escolas primárias foram divididas entre escolas-classe e escolas-parque. Nas primeiras, as crianças passariam quatro horas diárias aprendendo conteúdos e nas segundas, mais quatro horas praticando atividades extracurriculares: artes e esportes, por exemplo. Esse modelo, como em outras estruturas de poder na capital federal, se concentra significativamente no Plano Piloto.

Em Brasília, as escolas secundárias estão localizadas na L2, W4 e W5. A cidade possui duas universidades públicas, a Universidade de Brasília, instituição federal reconhecida internacionalmente por seu pioneirismo na implantação da política de cotas para negros, em 2003, e a Escola Superior de Ciências da Saúde, mantida pelo governo distrital. Na área de educação privada, as maiores instituições são a Universidade Católica de Brasília, Centro Universitário de Brasília e o Centro Universitário do Distrito Federal.

Há uma concentração extrema de instituições de ensino superior no Plano Piloto. Em 2006, foi instalado um novo campus da Universidade de Brasília em Planaltina. Existem também núcleos da UnB nas regiões administrativas de Ceilândia e Gama.

O número de bibliotecas não é proporcional ao tamanho da população na área central. As principais bibliotecas públicas do Distrito Federal se localizam no Plano Piloto, como a biblioteca da Universidade de Brasília, a Biblioteca da Câmara e do Senado e a Biblioteca Demonstrativa de Brasília. Há ainda a Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola, também conhecida como Biblioteca Nacional de Brasília, inaugurada em 2006.

Dentre as principais instituições de ensino superior da cidade estão a Universidade de Brasília (UnB), Escola Superior de Ciências da Saúde - ESCS, Universidade Católica de Brasília (UCB), Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) Faculdade de Ciências Sociais e Tecnológicas (FACITEC), Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB), Universidade Paulista (UNIP) e União Pioneira da Integração Social (UPIS).

Transportes
Por estar localizada no centro do Brasil, Brasília serve como ligação terrestre e aérea para o país. O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek é um dos mais movimentados do Brasil por número de passageiros, recebendo mais de 10 milhões de passageiros por ano para 44 destinos distintos. Oito rodovias radiais fazem a ligação da capital federal com outras regiões do Brasil.

A atual conjuntura do sistema de transportes do Distrito Federal gera um quadro de pouca mobilidade urbana, com um serviço de ônibus notadamente caro e ineficiente, e uma infraestrutura que privilegia o automóvel particular. Isso gera uma tendência de aumento no número de carros a níveis para os quais a cidade não foi projetada. A cada mês, 5 mil veículos entram em circulação em Brasília, existindo um veículo para 2,3 habitantes do Distrito Federal.

Em março de 2008 a frota do DF chegou a 995 903 veículos, correspondente a uma taxa de motorização de 390 veículos por cada 1 000 habitantes, e esta taxa é ainda maior na área central de Brasília (Plano Piloto, Sudoeste, Lago Sul e Norte). Começaram a surgir inúmeros engarrafamentos na cidade e alguns lugares se tornam intransitáveis na hora de pico (rush). Os ônibus transportam pouco mais de 14 milhões de passageiros por mês, mas a maior parte da frota já ultrapassou os sete anos limite impostos por lei.

Ponte JK

Para tentar amenizar esse quadro, foi construído um metrô, mas devido à sua extensão limitada e ao próprio crescimento da cidade, ele não alterou significativamente o problema de trânsito na cidade e desde o início da sua construção em 1991, gera prejuízos da ordem de 60 milhões de reais anuais ao governo. Das 29 estações planejadas, 24 estão em funcionamento, ligando o centro do Plano Piloto (rodoviária) ao Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia. O Metrô de Brasília transporta cerca de 150 mil usuários por dia. Em 1º de fevereiro de 2009, entrou em funcionamento a integração dos sistemas de micro-ônibus e metrô, com bilhetes eletrônicos. Ainda estão em implementação a criação de corredores especiais para ônibus e integração destes com o metropolitano.

Um novo terminal rodoviário interestadual foi inaugurado em julho de 2010, ao lado da Estação Shopping do metrô.

Cultura
Os principais museus da cidade estão localizados no Eixo Monumental. O Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, projetado por Oscar Niemeyer em forma de pomba e inaugurado em 1986 traz o "Livro dos Heróis da Pátria" com a história daqueles que teriam lutado pela união da nação. O Memorial JK apresenta diversos objetos pessoais (fotos, presentes, cartas) e o próprio túmulo do idealizador da cidade. O Memorial dos Povos Indígenas tem como objetivo mostrar um pouco da riqueza das culturas indígenas nacionais.

Em 15 de dezembro de 2006, foi inaugurado o Complexo Cultural da República, um centro cultural localizado ao longo do Eixo Monumental, formado pela Biblioteca Nacional de Brasília e pelo Museu Nacional da República. A Biblioteca Nacional de Brasília ocupa uma área de 14 000 m², contando com salas de leitura e estudo, auditório e uma coleção de mais de 300 000 itens. O Museu Nacional da República é constituído por uma área de 14 500 m², dois auditórios com capacidade de 780 lugares e um laboratório. O espaço é usado principalmente para exibir exposições de arte temporárias.

Fora do Eixo Monumental, existe ainda o Museu de Arte de Brasília que conta com exposição permanente voltada para a arte moderna e o Museu de Valores do Banco Central.

No Setor de Diversões Norte, em forma de uma grande pirâmide irregular, está localizado o principal teatro da cidade, o Teatro Nacional Cláudio Santoro com três salas - nomeadas em homenagem a Villa-Lobos, Martins Pena e Alberto Nepomuceno.
Entretanto, é irregular a distribuição dos aparelhos culturais no Distrito Federal. Estão altamente concentrados no Plano Piloto, o que dificulta o acesso da população mais carente, moradora da periferia de Brasília, a esses bens culturais.

Como a população de Brasília é formada por pessoas vindas de várias regiões do Brasil, a cultura produzida na capital se caracteriza pela diversidade de manifestações culturais.

No dia 12 de dezembro de 2007, em Barcelona, , o Bureau Internacional de Capitais Culturais nomeou Brasília como a Capital Americana da Cultura para o ano de 2008, sucedendo Cuzco. O Bureau promoveu uma votação popular que elegeu as sete maravilhas do Patrimônio Cultural Material de Brasília: a Catedral, o Congresso Nacional, o Palácio da Alvorada, o Palácio do Planalto, o Templo da Boa Vontade, o Santuário Dom Bosco e a Ponte JK.

Patrimônio Arquitetônico Cultural da Humanidade

Área aberta no centro de Brasília, o Eixo Monumental é onde se situa a Esplanada dos Ministérios. O gramado retangular da área é cercado por duas amplas pistas, que formam a principal avenida da cidade, onde muitos edifícios públicos, monumentos e memoriais estão localizados. Este é o corpo principal do "avião" que forma da cidade, como previsto por Lúcio Costa. O Eixo Monumental assemelha-se ao National Mall, em Washington, DC, e é a via pública mais larga do mundo com 250 metros de largura.

O Congresso Nacional do Brasil é bicameral, constituído pelo Senado do Brasil (câmara alta) e pela Câmara dos Deputados do Brasil (Câmara Baixa). Desde a década de 1960, o Congresso Nacional tem a sua sede em Brasília. Tal como acontece com a maioria dos edifícios oficiais na cidade, foi projetado por Oscar Niemeyer seguindo o estilo da arquitetura moderna brasileira.

Vistas desde o Eixo Monumental, a calota à esquerda é a sede do Senado e a da direita é a sede da Câmara dos Deputados. Entre eles há duas torres de escritórios. O Congresso também ocupa em torno outros edifícios, alguns deles interligados por um túnel. O edifício principal está localizado no meio do Eixo Monumental, a principal avenida da capital. Na frente dele há um grande gramado e refletindo um lago. O edifício está voltado para a Praça dos Três Poderes, onde o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal estão localizados.

O Palácio da Alvorada é a residência oficial do Presidente do Brasil. O palácio foi concebido por Oscar Niemeyer e foi inaugurado em 1958. Uma das primeiras estruturas construídas na nova capital da república, o "Alvorada" recai sobre uma península nas margens do Lago Paranoá. O espectador tem uma sensação de olhar para uma caixa de vidro, aterrada suavemente sobre o solo, com o apoio externo de finas colunas. O edifício tem uma área de 7000 m² e três pisos: o térreo e o primeiro e segundo andar. O auditório, cozinha, lavanderia, centro médico e a administração estão localizados no térreo. As salas utilizadas pela Presidência para recepções oficiais estão no primeiro andar. Há quatro suítes, dois apartamentos privados e de outras salas no segundo andar que é a parte residencial do palácio.

O prédio tem também uma biblioteca, uma piscina olímpica aquecida, sala de música, duas salas de jantar e várias salas de reunião. Não é apenas por ser o primeiro prédio do Plano Piloto a se postar ante ao nascer do Sol que o palácio recebeu esse nome.

Palácio do Planalto

O Palácio do Planalto.
Palácio do Planalto é o nome não oficial do Palácio dos Despachos. É o local onde está localizado o Gabinete do Presidente do Brasil. O prédio também abriga a Casa Civil, a Secretaria-Geral e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. É a sede do Poder Executivo do Governo Federal brasileiro e está localizado na Praça dos Três Poderes. O Palácio do Planalto faz parte do projeto do Plano Piloto da cidade e foi um dos primeiros edifícios construídos na capital. A construção do Palácio do Planalto começou em 10 de julho de 1958 e obedeceu a projeto arquitetônico elaborado por Oscar Niemeyer em 1956.

A obra foi concluída a tempo de tornar o Palácio o centro das festividades da inauguração da nova Capital, em 21 de abril de 1960. Até então a Presidência da República funcionava em uma construção provisória de madeira conhecida popularmente como Palácio do Catetinho, inaugurada em 31 de outubro de 1956 e hoje localizada na região administrativa do Park Way.

O Palácio Itamaraty, também conhecido como Palácio dos Arcos, foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer no estilo modernista. O Palácio foi inaugurado em 21 de abril de 1970. É onde está localizado o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), um órgão do Poder Executivo, responsável pelo assessoramento do Presidente da República na formulação, desempenho e acompanhamento das relações do Brasil com outros países e organismos internacionais. Atualmente três edifícios compõem a sede do Ministério: o Palácio, o Anexo I e o Anexo II, conhecido popularmente como "Bolo de Noiva".

A Ponte Juscelino Kubitschek, também conhecida como Ponte JK, está situada em Brasília, ligando o Lago Sul, Paranoá e São Sebastião à parte central do Plano Piloto, através do Eixo Monumental, atravessando o Lago Paranoá. Inaugurada em 15 de dezembro de 2002, a estrutura da ponte tem um comprimento de travessia total de 1 200 metros, largura de 24 metros com duas pistas, cada uma com três faixas de rolamento, duas passarelas nas laterais para uso de ciclistas e pedestres com 1,5 metro de largura e comprimento total dos vãos de 720 metros.

Seu nome é uma homenagem a Juscelino Kubitschek de Oliveira, ex-presidente do Brasil. Ela foi projetada pelo arquiteto Alexandre Chan e estruturada pelo engenheiro Mário Vila Verde. Chan ganhou a Medalha Gustav Lindenthal por este projeto. A ponte é constituída por três arcos de aço assimétricos de 60 metros de altura que se cruzam em diagonal. Foi concluída em 2002 a um custo de US$ 56,8 milhões.

A Catedral de Brasília na capital da República Federativa do Brasil, é uma obra do arquiteto Oscar Niemeyer. Em 12 de setembro de 1958 foi lançada a pedra fundamental da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, mais conhecida como Catedral de Brasília. Teve sua estrutura pronta em 1960, onde aparecia somente a área circular de 70m de diâmetro da qual se elevam 16 colunas de concreto (pilares de secção parabólica), que pesam 90 toneladas.

Catedral

Em 31 de maio de 1970 foi inaugurada de fato, já com os vidros externos transparentes. Na praça de acesso ao templo, encontram-se quatro esculturas em bronze com três metros de altura, representando os evangelistas; as esculturas foram realizadas com o auxílio do escultor Dante Croce, em 1968. No interior da nave, estão as esculturas de três anjos, suspensos por cabos de aço.

A Praça dos Três Poderes é um amplo espaço aberto entre os três edifícios monumentais que representam os três poderes da República: o Palácio do Planalto (Executivo), o Supremo Tribunal Federal (Judiciário) e o Congresso Nacional (Legislativo). Como em quase todos os logradouros de Brasília, a parte urbanística foi idealizada por Lúcio Costa e as construções foram projetadas por Oscar Niemeyer. Localizada no extremo leste do Plano Piloto, a praça é um espaço aberto que mede aproximadamente 120 x 220 metros, de sorte que os prédios representativos dos poderes não se sobressaíssem um diante dos outros, em atenção ao princípio de que os poderes são harmônicos e independentes e, portanto, têm o mesmo peso.

Além dos palácios, a Praça dos Três Poderes inclui as esculturas Os Guerreiros, de Bruno Giorgi, considerado um símbolo de Brasília, e A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, em frente ao Supremo Tribunal Federal. Podem-se ver ainda a Pira da Pátria e o Marco Brasília, em homenagem ao ato da Unesco que considerou a cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.

Música
Ao final dos anos 1970, predominavam os ritmos regionais como o forró e a música sertaneja; nessa época, despontava no grupo Secos e Molhados o cantor Ney Matogrosso, que fora profissional da área de saúde na capital federal. No começo dos anos 1980, surgiram várias bandas de rock vindas de Brasília que despontaram no cenário nacional, como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, todas com influência punk. Na mesma época, um carioca criado em Minas Gerais, Oswaldo Montenegro, se tornava conhecido na cidade, montando espetáculos de cujo elenco fazia parte Cássia Eller.

Nesta mesma época surgiu, paralelamente ao cenário rock, o reggae de Renato Matos e outros movimentos culturais que criaram o Projeto Cabeças, de onde surgiram vários artistas de Brasília. Na década seguinte, despontaram o hardcore dos Raimundos e o reggae do Natiruts.

Alguns músicos e cantores que moraram em Brasília durante esse período foram Ney Matogrosso, Zélia Duncan e membros da Legião Urbana e dos Paralamas do Sucesso.

Atualmente, Brasília conta com o Festival Porão do Rock, que tenta revelar novas bandas no cenário nacional. Este evento, lançado em 1998 na Concha Acústica a partir de um grupo de músicos que se reunia no subsolo de uma das quadras da Asa Norte, ganhou, em 2000, sua primeira versão no estacionamento do Estádio Mané Garrincha, onde é realizado desde então. Também é realizado na cidade, anualmente, o Brasília Music Festival.

Mais recentemente, o choro vem ganhando adeptos em Brasília, resultando na criação de clubes de choro, como o Clube de Choro de Brasília.

Brasília também tem se firmado no hip hop. A região administrativa Ceilândia é conhecida pela sua participação na produção da música hip hop com grupos como: Câmbio Negro, Viela 17, Guind'art 121, entre outros. Nessa área se destacam os rappers como GOG. Nessa região, está localizada a Casa do Cantador, projetada por Oscar Niemeyer.

Cinema
Na produção local de cinema, destaca-se o diretor Afonso Brazza,[86] que se tornou cult graças a seus filmes policiais de baixo orçamento. Outro cineasta radicado na capital e muito conhecido não só na cidade mas em todo país é o documentarista Vladimir Carvalho, professor de cinema da Universidade de Brasília, que produziu 21 filmes documentários, parte deles sobre a própria história e realidades sócio-cultural e política do Distrito Federal e Goiás.

Além disso, acontece, anualmente, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Realizado desde 1965, quando se chamava Semana do Cinema Brasileiro, firmou-se como um dos mais prestigiados do Brasil, sendo comparável ao Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, porém sempre preservando a tradição de somente inscrever e premiar filmes brasileiros, princípio que nos momentos mais críticos da história cinematográfica brasileira foi abandonado por Gramado.

Alguns filmes brasileiros ambientados em Brasília são: O sonho não acabou, Momento Trágico, Palco dos Sonhos, As Vidas de Maria, Doces Poderes, Redentor, O Casamento de Louise, Celeste e Estrela, Brasília 18%, Vestibular 70, A Concepção, Brasília segundo Feldman, Brasília: contradições de uma cidade nova, Barra 68 e Conterrâneos Velhos de Guerra.

Atores e atrizes como Patrícia Pillar, Maria Paula, Murilo Rosa, Mateus Solano, Rosanne Mulholland, Rafaela Mandelli e Rafael Almeida são nascidos na cidade.

Moda
No campo da moda, acontece a Capital Fashion Week, evento que segue o exemplo do São Paulo Fashion Week e tenta divulgar nacionalmente as marcas e modelos da região Centro-Oeste do Brasil e de Brasília.

Carnaval
O Carnaval é marcado atualmente pelos desfiles de escolas de samba e blocos, sendo notadamente influenciado pelo carnaval do Rio de Janeiro. Em Ceilândia, existe o Ceilambódromo onde se pode assistir a desfile.

Esportes
O Distrito Federal é sede de dois clubes de futebol reconhecidos nacionalmente:[89][90] o Brasiliense Futebol Clube (de Taguatinga) e a Sociedade Esportiva do Gama (ou simplesmente Gama), que chegaram a participar da primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol, sem contar que o Brasiliense chegou a ser vice-campeão da Copa do Brasil na edição de 2002.

Os principais estádios de futebol são o Estádio Mané Garrincha, o Serejão e o recém-reformado Bezerrão. Brasília é uma das 12 cidades sede dos jogos da Copa do Mundo FIFA de 2014, da qual o Brasil será o anfitrião. O estádio a ser utilizado é o Mané Garrincha, que passará por uma grande reforma. Ao lado do estádio se encontra o Ginásio Nilson Nelson, que já recebeu partidas da Seleção Brasileira de Vôlei e do Campeonato Mundial de Futsal de 2008. Brasília foi candidata à sede dos Jogos Olímpicos de Verão de 2000, mas teve sua candidatura retirada.

Por ser uma cidade localizada em altitude superior a 1000 metros do nível do mar, Brasília tem revelado atletas de alto nível, corredores de fundo e meio fundo como: Joaquim Cruz e Hudson de Souza (800 e 1500 mts rasos); Carmem de Oliveira e Lucélia Peres (5000, 10 000 e maratona); Valdenor Pereira dos Santos (5000 e 10 000 m); Marilson Gomes dos Santos (5000, 10 000, meia-maratona e maratona).

No tênis, o principal torneio é o Aberto de Brasília, disputado em oito quadras da Academia de Tênis Resort, às margens do lago Paranoá. O torneio faz parte do ATP Challenger Tour, circuito que acontece em cerca de 40 países, com 178 eventos atuais.

Brasília é também a sede do Universo/BRB/Brasília, um dos maiores times do basquete nacional e atual campeão brasileiro.

Fonte: http://www.portalescolar.net/2011/02/21-de-abril-aniversario-de-brasilia.html#ixzz1rGdBlbm3


                                                    Vídeos sobre História de Brasília




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Para a Páscoa

Olá.
Aqui é o Rafael novamente.
Para esta Páscoa, venho colocar aqui uma contribuição: uma ilustração temática para colorir. É meio antiga e já publicada anteriormente, mas é uma contribuição para a data. É só clicar para ampliar e imprimir.

Feliz Páscoa a todos!

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Para o Dia Internacional da Síndrome de Down

Olá.
Aqui é o Rafael outra vez.
A postagem de hoje é alusiva ao dia de hoje, dia 21 de março, Dia Internacional dos portadores da Síndrome de Down.
Os portadores desta doença de origem genética nos fazem lembrar, sempre, da necessidade da educação inclusiva. Podemos pensar nos portadores da Síndrome como pessoas especiais, ou melhor, mais que especiais. Deve haver algum motivo maior para explicar o nascimento dessas pessoas, mas eles podem nos ensinar tanto quanto nós ensinamos a eles a viver.
O dia de hoje destina-se a lembrarmos de todos os seus direitos enquanto pessoas.
Por isso, para o dia de hoje, resolvi elaborar uma ilustração especial, da minha personagem Letícia chamando a atenção para o dia de hoje. Desculpem se a ilustração não tenha ficado muito boa de repente, pois é a primeira vez que retrato em desenho um portador de Síndrome de Down.

Talvez o que tornem essas pessoas ainda mais especiais é a dificuldade de retratá-los além do que vemos ou sabemos a respeito deles, ou seja, superando os estereótipos consagrados sobre eles. Afinal, os portadores de Down não possuem o mesmo jeito físico consagrado, e podem ir muito além da "inteligência" padrão - abaixo de 120 de QI.
De toda forma, eis aqui minha homenagem a essas pessoas mais do que especiais.
Quem quiser saber mais sobre a Síndrome de Down, leiam a postagem referente da Pedagoga Viviane, mais abaixo. 
Saibam mais sobre a Letícia em http://leticiaquadrinhos.blogspot.com/.
É isso aí.
Até mais!

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Dia Mundial da Água - 23 de março

  Amigos e seguidores do Blog EDUCAR É VIVER, não poderia deixar de postar sobre o Dia Mundial da Água, pois temos que consciêntizar nossos alunos da importância da água em nossas vidas, para que no futuro não sofram com a falta dela.

        
 
                          Vídeo sobre o Ciclo da água





A ONU instituiu o dia 22 de Março como o Dia Mundial da Água, a  data foi criada no ano de 1992 com o intuito de que anualmente o dia 22 de Março seja um dia dedicado a a discussão e a reflexão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural. Apesar de 2/3 do planeta Terra ser recoberto por água, apenas 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). A intenção é não só no Dia Mundial da Água, mas em todos  os dias de nossas vidas, nos preocuparmos e elaborarmos medidas práticas para resolver o problema.

Por isso é importante que os pais dêem exemplos em casa para os filhos, afinal a educação nasce em casa. Se todos pouparmos, não faltará água em nosso futuro. Sem água, todos os seres humanos, animais e plantas do planeta Terra poderão morrer. Vamos despertar a consciência ecológica da população e dos governantes de todo o mundo.
Ajude você também a divulgar medidas de economia de água, para que todos possam continuar usufruindo deste bem tão precioso que nos foi dado de graça pelo Criador. Em todos os dias do ano esteja atento para não desperdiçar água,  reutilizar a água em diversas situações, economizar água na hora do banho, na hora de lavar a louça, e até na hora de lavar os dentes.
Você já conhece a Declaração Universal dos Direitos da Água? Então leia com atenção:

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta.Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta.Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

OCEANOS


Oceanos
Você já deve ter ouvido falar que o planeta “Terra”, tem, na verdade, muita mais água do que terra, e isso já está confirmado! Para você ter uma ideia, dos 510 milhões de quilômetros quadrados de superfície, 70,7% são ocupados pelos oceanos, que são grandes extensões deágua salgada que ocupam as depressões da superfície terrestre.
Toda essa água foi formada por transformações que ocorreram na atmosfera terrestre ao longo de bilhões de anos, através da condensação de vapor d’água da atmosfera que atingiram a superfície terrestre em forma de chuva.
Os oceanos são muito importantes para a manutenção da vida em nosso planeta por vários motivos: são grandes produtores de oxigênio, e isso se deve principalmente à presença das microalgas oceânicas, também regulam a temperatura da Terra e interferem na dinâmica atmosférica, caracterizam tipos climáticos.
Além de tudo isso o mar é uma importante via de transporte, sua biodiversidade é equivalente à de ecossistemas terrestres e também é fonte de extração de minerais.
Apesar de estarem interligados, há áreas oceânicas que tem características diferentes, como por exemplo, em relação à temperatura, insolação, quantidade de sais dissolvidos e movimentos, tais como ondas, marés, correntes marítimas, assim por essas características foram divididos em cinco grupos, que recebem nomes diferentes, conforme será descrito à seguir:
Oceano Antártico: nome que se dá às partes dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico que atingem o continente Antártico, nas proximidades do Círculo Polar Antártico.
Oceano Ártico: formado por um conjunto de mares situados na parte norte do globo terrestre. É limitado pelas costas setentrionais (norte) da Europa, Ásia e América e o Círculo Polar Ártico. Sua extensão é de 14,06 milhões de quilômetros quadrados.
Oceano Atlântico: estende-se do continente antártico, ao sul, até a Groenlândia e o mar da Noruega, ao norte; a oeste limita-se com a América e a leste com a África e a Europa. Possui aproximadamente 90 milhões de quilômetros quadrados.
Oceano Pacífico: é o maior de todos, com 175 milhões de quilômetros quadrados. Estende-se da costa ocidental da América até a costa oriental da Ásia e da Austrália.
Oceano Índico: sua extensão é de aproximadamente 75 milhões de quilômetros quadrados e também é chamado de Mar das Índias.
Inseridos nos oceanos estão os mares, ou seja, regiões ou partes dos oceanos próximos dos continentes.
Os mares também apresentam diferenças com relação à sua composição física no espaço geográfico, sendo classificados de acordo com essa característica em: mares fechados - são aqueles que se encontram nos interiores dos continentes, desse modo, não apresentam ligação direta com os oceanos, como, por exemplo, o mar de Aral e o mar Cáspio; mares abertos - estão diretamente ligados aos oceanos que se encontram nas proximidades e mares interiores - locais em que há uma restrita passagem que possibilitam a ligação com os oceanos, esta ligação ocorre através dosestreitos.
Entre os principais mares, podemos mencionar:
Mar Mediterrâneo: formado a partir das águas do Oceano Atlântico, sua extensão vai desde o norte da África, passa pelo sul da Europa e chega até Ásia. Integra a categoria de mar interior, nesse seguimento é o maior do planeta, ocupando uma área de 2,5 milhões de km2, além disso, possui o maior volume de água. O Mediterrâneo chega até dezoito nacionalidades diferentes.
Mar Morto: é o mar com maior concentração de sal, que atinge 25%, assim a cada litro de água encontra-se 275 gramas de sal. Essa concentração imensa de sal impede que qualquer forma de vida se desenvolva naquelas águas, por isso o nome "mar morto".
Mar Cáspio: é o maior mar fechado do planeta. Ocupa uma área de 438 690 km2 e encontra-se 28 metros abaixo do nível dos oceanos. É uma grande fonte de exploração pesqueira e, ao mesmo tempo, uma importante via de navegação.
Curiosidades – Nomes dos Oceanos
Atlântico: vem de Atlas, filho de netuno, o deus dos mares.
Pacífico: o navegador espanhol Vasco Nuñez de Balboa, descobridor do Pacífico, o havia batizado de Oceano do Sul, mas, em 1520, quando o navegador português Fernão de Magalhães percorreu o litoral sul-americano, ficou impressionado com a tranquilidade das águas e batizou o oceano de Pacífico. Na verdade, o dia era atípico, pois o Pacífico é mais perigoso do que o Atlântico.
Índico: recebeu o nome das costas que banha, da Índia e da Indonésia.
Ártico: situado no Polo Norte, sob a constelação da Ursa Menor, deve o nome à palavra grega arctos, que significa urso. Por oposição geográfica, o oceano do Polo Sul chama-se Antártico.(fonte: Guia dos Curiosos)


Oceanos
Há muito que explorar sobre os oceanos e o começo pode ser através de uma pesquisa sobre os movimentos das águas oceânicas - ondas, marés e correntes marítimas. Depois da pesquisa, os alunos poderão montar maquetes para explicar os fenômenos. Neste trabalho pode ser pesquisada também a formação de tsunamis e as mudanças climáticas que estão afetando a Terra.

A poluição das águas é um dos grandes problemas que as nações têm que enfrentar, assim, orientar os alunos em uma pesquisa a respeito da biodiversidade marinha, como está ameaçada e as possíveis soluções irão ajudá-los a compreender o tema. Você pode separar reportagens atuais e interessantes para promover um debate em sala e solicitar que os alunos elaborem um tratado entre as nações para minimizar os impactos ambientais.

Aproveite para estimular seus alunos a estudar a cultura dos povos através de como utilizam os mares e rios. Para isso organize seus alunos em grupos, selecione algumas cidades que são cercadas por mares ou rios e peça que pesquisem sobre os costumes e a cultura desses povos. Os resultados da pesquisa poderão ser apresentados de várias formas: poesias, fotos, dramatizações, etc.



   Assista aos vídeos dos links citados abaixo, vale apena exibir para os alunos em sala de aula:




        Atividades para as crianças






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HOMESCHOOLING (Ensino Domiciliar)


  Olá amigos e seguidores do Blog EDUCAR É VIVER, um amigo e seguidor  Josué deixou a simples pergunta aqui no blog "Oi Viviane, td bem? O que vc acha do homeschooling?"
  Bem,antes de responder, postarei sobre o assunto e em seguida darei minha opinião.



Foi apenas uma questão de tempo para que Hollywood "descobrisse" o homeschooling. (Nome dado à prática de se educar os filhos dentro da própria casa, ao invés de confiá-los às escolas públicas e/ou privadas. Dentre os motivos para tal, os mais freqüentes são o baixo nível técnico das escolas, as questões religiosas e as divergências ideológicas de todas as sortes).
Na véspera da estréia do seriado cômico The O'Keefes, em 2003, os seguintes chamados comerciais foram veiculadas pela Warner Brothers:
"Harry e Ellie O'Keefe são pais amorosos, porém excêntricos, que optaram por escolarizar seus três filhos em casa com o intuito de protegê-los de um mundo vulgar e libidinoso." (Tradução: os pais são uns derrotados.)
"Apesar do banimento de toda a cultura pop, os adolescentes Danny e Lauren e o irmão caçula Mark estão ficando cada vez mais curiosos para descobrir o que existe além das paredes de sua sala de estudos/jantar." (Tradução: as crianças são mantidas em prisão domiciliar.)
"Elas falam seis idiomas, mas são impossibilitadas de conversar com garotos da sua idade. A solução para isso jaz no pior pesadelo de seus pais: a escola pública." (Tradução: crianças que não freqüentam as escolas do governo se tornam desajustadas.)
É enfurecedor, ainda que nada surpreendente, que os adeptos do homeschooling (os homeschoolers) - o maior dos grupos pertencentes ao movimento da escolha escolar - ainda sejam alvo de escárnio. A NEA (National Education Association, uma espécie de sindicato dos professores de escolas públicas), por exemplo, aprova regularmente resoluções anti-homeschooling em suas convenções anuais. As resoluções sempre terminam concluindo que o homeschooling "não é capaz de proporcionar ao aluno uma experiência educacional abrangente." Agora parece ser a vez de Hollywood lançar ataques contra aproximadamente 1,5 milhão de crianças americanas que são educadas em casa.
Mesmo em uma nação que aplaude a inovação e a liberdade, o homeschooling continua levantando muitas dúvidas incômodas, porém importantes, sobre a questão da regulação governamental das opções privadas. Abaixo estão as sete perguntas mais freqüentes sobre o ensino domiciliar. Espero que as respostas expliquem os benefícios desse esforço educacional e acabem com as impressões equivocadas que tipicamente se apresentam contra o homeschooling.
Por que optar pelo homeschooling?
O homeschooling, como foi dito, é simplesmente o ato de educar crianças em idade escolar nas suas próprias casas ao invés de em alguma escola. Por que as pessoas escolhem essa opção? Em 1996, o Departamento de Educação da Flórida enviou um formulário de pesquisa para 2.245 homeschoolers, sendo que 31 por cento dessas pessoas deram retorno. Desse grupo, 42 por cento disseram que a insatisfação com o ambiente predominante nas escolas públicas (insegurança, drogas e pressão adversa do ambiente) foi a razão que os fez elaborar um programa próprio de educação domiciliar.
Minha tese de doutorado, focalizada no homeschooling e na mídia, analisou mais de 300 artigos de jornais e revistas. Neles, descobri que as quatro principais razões para se evitar o ensino escolar convencional foram a insatisfação com as escolas públicas, o desejo de se transmitir livremente valores religiosos, a superioridade acadêmica do ensino doméstico e a necessidade de se construir laços familiares mais robustos.
Que tipo de família escolhe o homeschooling?
A Associated Press divulgou as constatações de um relatório do Ministério da Educação dos EUA, de 2001, sobre o homeschooler "típico". A reportagem da AP observou que "A probabilidade de eles morarem com dois ou mais irmãos e junto aos pais, sendo que um dos progenitores trabalha fora, é maior do que para outros alunos. Os pais dos homeschoolers são, em geral, mais instruídos do que outros pais - uma grande porcentagem é diplomada -, conquanto suas rendas sejam praticamente as mesmas. Como boa parte dos outros pais, a vasta maioria daqueles que educam seus filhos em casa ganham menos de $50.000 por ano, e muitos ganham menos de $25.000".
Dada a propensão americana para associações, já existem grupos nacionais de homeschooling para os deficientes físicos, para os religiosos e para aqueles de mentalidade mais atlética. Johnson Obamehinti, por exemplo, fundou a Minority Homeschoolers of Texas. Sua organização promove o ensino domiciliar entre as minorias étnicas, como os afro-americanos, os asiáticos, os hispânicos, os judeus, os indígenas, e os anglos que adotaram crianças pertencentes a uma dessas minorias.
O homeschooling também vem atraindo "celebridades" para suas fileiras, como o jogador da NFL, Jason Taylor, e a sensação da música country, LeAnn Rimes.
Existem diferentes métodos de homeschooling?
As famílias podem optar por comprar um currículo já montado por empresas que têm especificamente os homeschoolers como alvo. Dentre essas empresas estão a A Beka Home School e a Saxon Publishers. Outras podem optar por matricular seus filhos em instituições que também oferecem educação a distância, como a Calvert School de Maryland, a Christian Liberty Academy Satellite Schools de Illinois, ou a Clonlara School de Michigan. Já as escolas voltadas para a educação on-line, como a K-12 Inc., oferecem currículos na internet para os homeschoolers.
À medida que as famílias vão ganhando confiança em suas habilidades de homeschooling, elas passam a optar por uma abordagem menos estruturada. Algumas procuram tutores que ensinam habilidades específicas, como uma língua estrangeira, um instrumento musical, ou uma aula de ciências do ensino médio. As crianças também participam de excursões e de cooperativas de aprendizado com outras crianças também adeptas do homeschooling, ou até mesmo fazem algumas matérias em escolas ou colégios locais.
Como as crianças educadas em casa interagem com outras pessoas?
Essa pergunta se deve a uma caricatura grosseira feita por aqueles que imaginam que o homeschooling faz com que as crianças fiquem isoladas e hibernadas em uma casa. A definição do que vem a ser socialização é um exercício arbitrário. O ônus, entretanto, ainda parece recair sobre os pais adeptos do homeschooling. São eles quem tem de se defender. Com esse intuito, um estudo desmontou o mito de que os homeschoolers são misantropos.
Em 1992, Larry Shyers, da Universidade da Flórida, defendeu uma tese de doutorado na qual ele desafiava a noção de que as crianças que ficam em casa apresentam um desenvolvimento social mais atrasado. Em seu estudo, crianças de 8 a 10 anos eram filmadas brincando. O comportamento de cada uma delas foi observado por orientadores psicológicos que não sabiam quais eram as crianças que freqüentavam escolas convencionais e quais eram as que estavam sob homeschooling. O estudo não encontrou qualquer diferença significativa entre os dois grupos em termos de assertividade, que foi medida por exames que avaliavam a evolução social de cada criança. Mas as filmagens mostraram que as crianças educadas em casa por seus pais apresentavam menos problemas comportamentais.
Tipicamente, os homeschoolers participam de várias atividades externas - jogos desportivos (existem inúmeros times de homeschoolers), programas de escotismo, igrejas, serviços comunitários ou empregos de meio expediente. Richard G. Medlin, da Universidade Stetson, observa que os homeschoolers recorrem expressivamente a grupos de apoio como meio de manter contato com famílias de idéias afins.
O homeschooling é legítimo?
National Homeschool Association observou que "o homeschooling é legalmente permitido em todos os 50 estados dos EUA, mas as leis e regulamentações são muito mais favoráveis em alguns estados do que em outros." Porexemplo, o estado de Oklahoma é considerado mais amistoso em relação ao homeschooling, pois os pais não são obrigados a contactar as autoridades do estado antes de começarem a educar seus filhos em casa. No estado de Massachusetts, entretanto, a regulamentação é ferrenha (aprovação de currículo, avaliação de trabalhos dos alunos, etc.).[*] Os veteranos mais experientes recomendam que os pais se familiarizem com as leis do seu estado antes de iniciar seu homeschooling.
O clima jurídico favorável não quer dizer que desavenças não ocorram. Dean Tong, autor do livro Elusive Innocence: Survival Guide for the Falsely Accused (2002), diz que um pequeno número de homeschoolers já teve de lutar contra acusações falsas de abuso infantil.
"Baseando-se em consultas telefônicas que tive com (esses) homeschoolers, a maioria deles foi acusada, por tribunais de dependência juvenil, de negligência, falta de proteção, abuso emocional e psicológico, e até de provocar inanição", diz Tong. No que tange aos homeschoolers, ele diz que essas acusações infundadas são geralmente feitas por vizinhos intrometidos que acreditam que crianças devem receber uma educação mais formal, feita em sala de aula.
Como a educação de uma criança adepta do homeschool se compara em relação àquela convencionalmente recebida pelas outras crianças?
Uma medida é ver o quão bem elas se saem nos testes padronizados, como o SAT (Stanford Achievement Test) ou oIowa Test of Basic Skills. O National Home Education Research Institute observa que "repetidamente, por todo o país, os alunos educados em casa pontuam tão bem quanto ou até melhor do que aqueles oriundos de escolas convencionais".
A NMSC (National Merit Scholarship Corporation) selecionou mais de 70 alunos em idade de ensino médio, mas que foram educados em casa, como semifinalistas em sua competição de 1998. Em 1999, esse número passou para 137 e em 2000, para 150.
Rebecca Sealfon, uma homeschooler de 13 anos de idade, residente no Brooklyn, em Nova York, venceu a competição nacional de ortografia (a Scripps Howard National Spelling Bee) de 1997. David Beihl, também de 13 anos, da cidadezinha de Saluda (3.000 habitantes), Carolina do Sul, venceu a competição nacional de geografia (aNational Geographic Bee) de 1999. George Thampy, um homeschooler de 12 anos de idade, de Maryland Heights, Missouri, venceu a competição nacional de ortografia de 2000. Calvin McCarter, um homeschooler de 10 anos de idade, residente nos arredores de Grand Rapids, Michigan, venceu a competição nacional de geografia de 2002, tornando-se o mais jovem vencedor do prêmio.
Vários homeschoolers graduaram-se em instituições tão prestigiosas quanto a Escola de Direito de Yale, a Academia Naval do EUA e a Mount Holyoke College. Barnaby Marsh, educado em casa nas paisagens ermas do Alasca, acabou graduando-se na Universidade de Cornell e se tornou um dos 32 alunos selecionados para uma bolsa de estudos na Universidade de Oxford, em 1996.
Que tipo de jovens adultos o homeschooling produz?
J. Gary Knowles, da Universidade de Michigan, estudou 53 adultos com o intuito de observar os efeitos de longo prazo de uma educação domiciliar. Em 1991, ele apresentou uma monografia com seus veredictos no encontro anual da American Educational Research Associationem Chicago. Segundo Knowles: "Não encontrei qualquer evidência que mostre que esses adultos possuíam qualquer tipo de desprovimento. . . . Dois terços deles eram casados, a norma para os adultos da sua idade, e nenhum deles estava desempregado ou recebendo qualquer tipo de assistência governamental. E mais de três quartos deles sentiam que ter sido educado em casa na realidade tinha-os ajudado a interagir com pessoas de diferentes níveis da sociedade."
O pequeno empresário Tim Martin, de 29 anos, e sua esposa, Amy, de 28, moram na cidade de Whitehall, Montana, com seus quatro filhos. Ambos os Martins têm um passado de educação domiciliar e hoje também estão educando seus rebentos em casa. "A educação simplesmente funciona melhor quando fica entre dois indivíduos lidando diretamente", diz Tim. "Por que as pessoas acham que a maneira 'certa' de se educar é colocar 20 ou 30 crianças em uma sala de aula com um professor? Esse modelo é mais apropriado para linhas de produção do que para a educação."
E é verdade. Ao utilizar sabiamente suas liberdades, pais adeptos do homeschooling nos EUA já graduaram vários alunos cultos e bem preparados, sob um ambiente de interferência governamental mínima e a uma fração do custo de qualquer programa estatal. Agora uma segunda geração está pronta para seguir esses passos. É o tipo de história digna de um documentário atencioso, e não de um tolo seriado cômico.
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[*] No Brasil, o homeschooling ainda é algo praticamente fictício, pois a legislação brasileira não permite a educação domiciliar. Porém, há uma tênue esperança para os amantes da liberdade: uma corajosa família de Timóteo, MG, decidiu que ela, e não o estado, é que sabe o que é melhor para a educação de seus dois filhos de 14 e 15 anos. Nada mais de obrigar as crianças a ir à escola regularmente para ouvir o que o estado tem a lhes dizer. Basta!
E assim, há dois anos e meio os pais dessa família tiraram os filhos da escola e passaram a educá-los em casa.
Porém, temeroso de perder o monopólio da doutrinação, o estado vem perseguindo implacavelmente essa família, fazendo de tudo para puni-la pelo hediondo crime de ter optado por não submeter seus dois filhos ao lixo ideológico e às inutilidades de toda sorte que são ensinados na educação básica (pra não dizer no ensino médio e superior).
Dispostos a tudo para impedir o sucesso do individualismo e do mérito próprio, os burocratas processaram criminalmente a família - cujos pais podem ir pra cadeia - e ameaçam tomar a guarda dos filhos. Além disso, a Justiça decidiu que os dois meninos deveriam fazer provas de conhecimentos gerais para verificar se houve "abandono intelectual" - isto é, para verificar se eles deixaram de aprender as coisas que o estado quer que elas aprendam.
Incansáveis, os pais corajosamente seguiram em frente, e aceitaram o desafio de submeter seus filhos a essas provas, as quais, é óbvio, foram elaboradas de maneira peculiarmente maliciosa pelos burocratas da Secretaria Municipal de Educação de Timóteo e da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais.
A raiva estatal era tão fragorosa que os burocratas chegaram ao cúmulo de inventar questões que exigiam conhecimento sobre teatro japonês e teoria das cores e pinturas, além de questões dissertativas sobre obras de arte de Pablo Picasso, Leonardo da Vinci e Claude Monet. Não satisfeitos, os burocratas também inventaram questões de educação física, as quais incluíam conhecimentos sobre a história do handball, basquete, futebol, atletismo e outros "esportes de alto rendimento". Por acaso tal currículo é cobrado em algum vestibular?
E, falando em vestibular, vale registrar que esses dois meninos foram aprovados no vestibular de Direito de uma universidade local, mostrando que o ensino domiciliar, se feito por uma família dedicada, já é capaz de colocar crianças em idade de sétima série dentro das universidades brasileiras.
Eis um link para as matérias publicadas a respeito: 


Isabel Lyman Ph.D., é a autora do livro The Homeschooling Revolution, sobre o moderno movimento de educação domiciliar. Seus artigos já foram publicados em jornais e revistas como Miami Herald, Wall Street Journal, Dallas Morning News, Pittsburgh Tribune-Review, Investor's Business Daily, Boston Herald, Los Angeles Daily Journal, National Review, Chronicles, Daily Oklahoman, e outras publicações. Visite seu website.

Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque


 Buscando informações pela internet, achei um site muito interessante, vale apena conferir!

 http://ensinodomestico.ning.com/

Blog: http://aprendersemescola.blogspot.com.br/p/ensino-domestico.html


O ensino domiciliar deve ser legalizado no Brasil?

No início do ano, um casal do interior paulista foi denunciado por educar as filhas em casa - prática comum nos EUA. No Brasil, o ensino domiciliar é proibido, mas estima-se que mais de 100 jovens tenham aulas caseiras, em vez de ir pra escola. E aí, será que vale liberar pais e mães para serem professores?


SIM De acordo com o artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos têm direito à instrução. O texto ainda explica que os pais têm direito de escolher a educação que querem dar aos filhos. A Constituição Federal brasileira afirma que garantir educação à criança é dever não apenas do Estado mas também da sociedade e da família 

A educação brasileira não é boa e ensinar os filhos em casa pode ser garantiria bom aprendizado. Em 2009, o Brasil obteve notas abaixo da média nos critérios avaliados pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Esse indicador de qualidade educacional mede os conhecimentos de leitura, ciências e matemática de estudantes do ensino básico em vários países 

A socialização rola fora da escola. O convívio com outras crianças ocorre em visitas a amigos e em passeios coletivos organizados pelos pais-professores. "Irmãos que têm aulas juntos precisam aceitar as diferenças de cada um", afirma Luiz Carlos Faria da Silva, pedagogo da Universidade Estadual de Maringá (UEM) 

O ensino domiciliar já foi adotado por países desenvolvidos, como Austrália, Nova Zelândia e EUA. Nesse último, envolve mais de 2 milhões de crianças, segundo dados de 2010 do National Home Education Research Institute (Nheri). Além disso, pais e filhos, juntos, devem ter o a opção de escolher o que for melhor para a família 

NÃO 
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever do Estado garantir educação de qualidade e obrigação dos pais matricular os filhos nas instituições de ensino. A Lei de Diretrizes e Bases, que regulariza o sistema de educação no Brasil, diz que as crianças devem ser matriculadas, a partir dos 6 anos, no 1º ano do ensino fundamental 

Aprender equações e decorar a tabela periódica não são os únicos motivos para frequentar instituições de ensino. Uma das principais funções da escola é fazer o jovem entender que o convívio familiar não é o único que existe. Relacionando-se com pessoas que pensam e agem de modo diferente, o estudante aprende a viver em sociedade 

O ensino doméstico inibe trabalhos em grupo ou apresentações de seminários para os colegas. "Para conseguir qualquer emprego, é importante que a pessoa trabalhe em equipe, se comunique bem e saiba conviver em grupo. Como aprender tudo isso estudando em casa?", questiona Tânia Fontolan, pedagoga do cursinho Anglo de São Paulo 

A escola é um local de aprendizado para toda a vida. Um estudo recente da National Home Education Research Institute (Nheri), nos EUA, revela que a maioria dos superintendentes de escolas públicas considera alunos ensinados em casa emocionalmente instáveis, hipercríticos das pessoas ao seu redor e com pouco desenvolvimento social 

FONTES: Luiz Carlos Faria da Silva, do departamento de fundamentos de educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM); Tânia Fontolan, coordenadora da assessoria pedagógica do Sistema Anglo de Ensino; Homeschool Population Report 2010 

“Não preciso da escola para educar meus filhos”

A decisão polêmica de pais que tiraram os filhos do ensino oficial para educá-los em casa, assumindo a responsabilidade pelo aprendizado e comprando briga com a Justiça e os pedagogos.
Iracy Paulina em 06.03.2012


Movimento organizado
Para defender o direito de ensinar os filhos em casa, os pais já estão até se agrupando em associações. Uma delas, a Aliança Nacional para Proteção à Liberdade de Instruir e Aprender (Anplia), criada por Cleber Nunes, já reúne, segundo ele, cerca de 400 famílias. “Não queremos discutir o mérito da escola, se ela cumpre ou não o seu papel. Simplesmente não estamos dispostos a negociar com o Estado o direito que temos de escolher a forma de educar nossos filhos”, explica ele. Em 2010, outro grupo de pais mineiros fundou a Associação Nacional da Educação Domiciliar (Aned). “Há décadas algumas famílias já educam os filhos seguindo esse modelo, inspiradas na experiência de homeschooling americana. Mas apenas de dois anos para cá o tema começou a ser debatido no Brasil”, afirma o advogado Alexandre Magno, diretor jurídico da Aned. A associação luta para regulamentar a educação domiciliar por meio de um projeto de emenda constitucional, o PEC 444/09, em tramitação no Congresso Nacional. Também oferece apoio pedagógico às famílias que resolvem investir nessa modalidade de ensino.
“Lá eles não aprendem”
São várias as razões apresentadas pelos pais para seguir por essa trilha tão polêmica. Professor de filosofia e história da educação da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná, Luiz Carlos Faria da Silva e a mulher, a pedagoga Dayane Dalquana da Silva, alfabetizaram os filhos Lucas, 13 anos, e Julia, 12, em casa. Quando as crianças completaram 7 anos, foram matriculadas na escola. “Logo percebemos que as práticas pedagógicas das instituições eram ineficazes. Por exemplo, os professores não ensinavam matemática do modo como as evidências científicas mostram que é mais eficaz, do simples para o complexo”, afirma Luiz. Então, o casal voltou a educar os filhos em casa. Também foram denunciados à Justiça por isso, mas fizeram um acordo com o juiz. Uma vez por ano, os filhos fazem provas preparadas pelo núcleo regional de ensino do município para comprovar que estão avançando no aprendizado mesmo fora da escola.
Hora certa e prova
Como diretor pedagógico da Aned, Fabio Schebella acompanha muitos pais que educam em domicílio. Segundo ele, não há um modelo único. Algumas famílias usam currículo estrangeiro específico para ensino domiciliar; outras elegem material nacional desenvolvido para escolas ou outras instituições ou ainda montam um currículo próprio com base em pesquisas na internet e materiais diversos. “Feita essa escolha, a contratação de professores é algo muito raro. A maioria dos pais toma a tarefa de transmitir o conhecimento como responsabilidade pessoal”, explica Fabio. Mas será que pais sem qualificação pedagógica podem instruir os filhos? A educadora Neide Noffs, de São Paulo, acredita que há limites. “O processo de aprendizagem requer pessoas preparadas para isso”, diz ela. Às vezes, a família contrata preceptores para ensinar matérias específicas, como línguas, artes plásticas, matemática.
No ano passado, quando decidiram tirar a filha Isabella, 9 anos, da escola onde cursava o segundo ano do ensino fundamental, o casal Márcia e Clênio Schultz, de Parobé (RS), pediu orientação a uma professora. “Só que, com o passar dos meses, percebemos que não são necessários pais brilhantes para que os filhos aprendam. Basta direcioná-los. Quando eles sentem prazer nos estudos, o aprendizado flui”, conclui Márcia, que é secretária e estudou até o ensino médio. Ela e o marido se basearam no currículo da escola que a filha frequentava. Momentos de avaliação fazem parte da rotina de estudos. “Muitas famílias adotam provas ou trabalhos”, explica Fabio.


 http://claudia.abril.com.br/materia/nao-preciso-da-escola-para-educar-meus-filhos?p=%2Ffamilia-e-filhos%2Fcriancas-e-adolescentes&pw=2



    Bem amigos, após tantos materiais sobre o assunto em questão, acho que cada um é responsável pelos seus atos, mas ainda sou a favor da Educação na Escola, pois o ser humano necessita de socialização, e a escola  é um dos locais onde a socialização é colocada em prática.
  Na escola temos profissionais preparados e "estudados" para ensinar, disciplinas (matemática,português,história,etc..), mas  não é só isso,pois podemos aprender em casa, certo?
 Mas temos profissionais com uma visão ampla, que podem ajudar crianças,adolescentes, adultos, a encontrar um rumo  em sua vida.
Um professor (digo profissional dedicado e que ama o que faz), está sempre disposto a ajudar e ampliar horizontes de seus alunos, para um ótimo desenvolvimento.
 Darei um exemplo rápido, que aconteceu comigo.
 Tinha um aluno na 3ª série, que era terrível, era um aluno que foi expulso de vários colégios, era rejeitado por todos,ninguém queria ser sua professora. Pois bem ele foi meu aluno, me dediquei em descobrir o que gostava, o que não lhe agradava e ser sua amiga.Incentivava quando ele acertava, dava conselhos  quando errava e após 8 anos reencontrei  esse aluno que  todo orgulhoso e cheio de gratidão veio me dá a  notícia mais feliz, tinha passado entre os primeiros no vestibular  em uma faculdade prestigiada e  faria o curso de direito.



 Abraços a todos!!!!!!

 
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