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Deficiência Auditiva - Diagnóstico

    Deficiência auditiva: é quando alguma estrutura das orelhas apresenta uma alteração, ocasionando uma diminuição da capacidade de perceber o som. Geralmente, o deficiênte auditivo se comunica pela fala e apresenta uma perda auditiva de grau leve ou moderado.
   Surdez: Também é ocasionado por alguma alteração nas estruturas da orelha, ocasionando uma incapacidade em perceber o som. Geralmente o surdo se comunica por meio da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e apresenta um perda auditiva de grau severo ou profundo.

      Ambas ocasionam uma limitação para o desenvolvimento do indivíduo. A audição é fundamental para a aquisição da linguagem falada e sua deficiência pode ocasionar muita dificuldade nas relações sociais, psicológicas e nas interações.

     Quanto ao período de aquisição da deficiência auditiva, temos dois grupos:

  • Congênito ( referente aquilo que se traz ao nascer, que é inato.) - quando o indivíduo já nasceu surdo e,neste caso, a surdez é considerada pré-lingual, ou seja, estava presente antes da aquisição da linguagem.
  • Adquirido quando  o indivíduo nasce ouvindo e perde sua adição no decorrer da idade; neste caso, a surdez é pré-lingual ou pós-lingual, dependendo da sua ocorrência ter acontecido antes ou depois da aquisição de linguagem.
    As causas para o surgimento da deficiência auditiva podem ser pré-natais, peri-natais ( antes do nascimento), a deficiência auditiva é provocada por fatores genéticos ( casamento sanguíneos) e hereditários; por doenças adquiridas pela mãe na gestação ( rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus) e exposição da mãe a drogas ototóxicas ( alguns antibióticos, álcool, monóxido de carbono, etc.), que fazem mal para o órgão da audição.
     Os pais devem ser orientados a estimular seus filhos com conversas, toques, sorrisos e carinhos desde cedo, ou seja, outras formas de comunicação, além da oral, devem ser usadas para estimulação do bebê. Deve-se falar sempre de frente para a criança, olhando para ela, permitindo que ela perceba a existência dessa forma de comunicação.

      Em sala de aula, a professora deve realizar atividades diferenciadas de acordo com o nível do aluno.
      Quando a professora estiver realizando uma explicação de alguma disciplina, deve realizar a explicação com o olhar atento para o estudante, mexendo os lábios com calma, para que o mesmo faça a leitura labial, e sempre fazendo gestos, para que o conjunto das atitudes facilite o entendimento do estudante com deficiência auditiva.

                         Exames Audiológicos

Existem algumas formas de fazer o diagnóstico auditivo de uma pessoa:

 

  1. Audiometria de Tronco Cerebral (BERA)

    Indicado para crianças bem pequenas ou para pessoas com problemas cognitivos.

    2.   Audiometria Tonal

    Indicado para as crianças maiores ou para as que já podem colaborar respondendo quando escutam um tom puro.

    3. Audiometria Vocal

    Feito com crianças que já vocalizam alguns sons.

     4. Emissões Otoacústicas (exame da Orelhinha)

    Indicado para bebês ainda na maternidade e deve ser feito em silêncio.


    • Observações feita por professores que também podem indicar se a criança necessita de uma avaliação.

      1.  O estudante está de costas e não responde quando é chamado; 

        2. O professor precisa utilizar gestos indicativos para que o estudante execute uma ação, por exemplo, dar um beijo;

        3. O estudante é desatento, agitado ou quieto demais;

        4. O estudante não percebe os sons do ambiente;

        5. O estudante só escuta televisão ou rádio em um volume muito alto;

        6. O estudante tem histórico de só ter começado a falar ao três anos de idade.

         

        OBS: Todos esses casos não dão a certeza de que o estudante tenha uma deficiência auditiva, porém são indícios que servem como sinais de alerta para que seja procurado um médico qualificado que certifique se existe ou não o problema auditivo.

                          




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